Michael Jackson cantava demais!
Dia desses, mais precisamente na última segunda-feira, conversava com o amigo Bachilli sobre o que faz alguém com muito talento simplesmente não chegar ao grande público, não deslanchar na carreira de músico. Disse-lhe: para fazer sucesso na música, precisa-se ter “pimenta” *. Aquela coisa irreverente, e ao mesmo tempo talentosa, que o verdadeiro artista tem e outros mortais não. Lembrei da compositora e intérprete de soul e jazz Amy Winehouse e de seu destino como tantas cantoras de jazz: vida atribulada e morte prematura.
Pois Michael Jackson abusou da pimenta. Ele cumpriu a risca todas as expectativas de um “pop star”. Inclusive as circunstâncias da sua morte, ainda não explicadas, parece que ocorreram seguindo um roteiro produzido pela indústria cultural americana. Ele fez tudo direitinho como manda a cartilha. Mudou de rosto e, inexplicavelmente, até de cor. Sua morte ainda vai gerar grandes lucros.
Para mim, fica o sentimento de que as coisas não precisavam ser assim. Mas, e se não fossem, seria "Michael Jackson"?
*Em tempo: "pimenta" no texto acima é uma “figura de linguagem”, nada tem a ver com drogas. Refere-se a alguma coisa a mais que alguns talentosos têm e outros não. Droga nada tem a ver com talento.
Posto aqui, a maravilhosa Music and me, uma das músicas que embalavam as “brincadeiras” na casa das minhas primas na Cohab Pel, em meados de 1970, período pré-adolescência, pré-discoteca. Época em que se tirava alguém para dançar e, ao terminar a música, voltava-se para o mesmo lugar, orgulhoso pela façanha.
Um comentário:
triiiiii teu blog hj
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