domingo, 26 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Tautologias: quem nunca escorregou numa casca de banana?
Quem nunca disse, que atire a primeira pedra:
- elo de ligação
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- anexo junto à carta
- todos foram unânimes
- encarar de frente
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- seguindo em frente
- pessoa humana
- fato real
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Brasil Afora: dois anos após tragédia, Brasil-RS pode voltar à elite gaúcha
Em 2009, acidente de ônibus deixou três mortos, vários feridos e culminou na queda do clube, que tem de bater xará de Farroupilha para avançar
Por Marcelo Baltar e Thiago Lima Rio de Janeiro
verão de 2009 parecia promissor. As perspectivas eram as melhores, e o clima em Pelotas, no Rio Grande do Sul, era de que finalmente os ‘Xavantes’ voltariam a incomodar no cenário gaúcho. A contratação do goleiro Danrlei, ex-Grêmio, Atlético-MG e Fluminense, parou a cidade, e sua apresentação, em uma loja de materiais esportivos, atraiu centenas de pessoas. Como no roteiro de um filme, tudo parecia caminhar bem para o Brasil de Pelotas em janeiro daquele ano.
Mas uma tragédia na noite do dia 15 mudou e marcou para sempre a história do clube. Depois de uma vitória por 2 a 1, em um amistoso de preparação contra o Santa Cruz-RS, que terminou em pancadaria envolvendo o goleiro Danrlei, o ônibus que levava a delegação do Brasil de Pelotas de volta para casa despencou de um barranco de aproximadamente 50 metros num trecho conhecido como ‘Curva da Morte’, na cidade de Canguçu. O acidente causou a morte de um dos maiores ídolos da história do clube, o meia-atacante uruguaio Claudio Milar, além do zagueiro Régis Gouveia Alves e do treinador de goleiros Giovani Guimarães. Outros dez integrantes ficaram feridos, entre eles o volante Edu, ex-Grêmio, que perdeu parte da coxa direita e teve de encerrar precocemente a carreira de jogador de futebol.
Mas uma tragédia na noite do dia 15 mudou e marcou para sempre a história do clube. Depois de uma vitória por 2 a 1, em um amistoso de preparação contra o Santa Cruz-RS, que terminou em pancadaria envolvendo o goleiro Danrlei, o ônibus que levava a delegação do Brasil de Pelotas de volta para casa despencou de um barranco de aproximadamente 50 metros num trecho conhecido como ‘Curva da Morte’, na cidade de Canguçu. O acidente causou a morte de um dos maiores ídolos da história do clube, o meia-atacante uruguaio Claudio Milar, além do zagueiro Régis Gouveia Alves e do treinador de goleiros Giovani Guimarães. Outros dez integrantes ficaram feridos, entre eles o volante Edu, ex-Grêmio, que perdeu parte da coxa direita e teve de encerrar precocemente a carreira de jogador de futebol.
Velório das vítimas no estádio Bento Freitas: tragédia deixou graves sequelas no clube (Foto: AP)Na segunda colocação da Chave 1, com dez pontos, a equipe visita o líder Brasil de Farroupilha, no estádio Castanheiras. É o último jogo do Rubro-Negro na fase. Uma vitória garante matematicamente a vaga. Em caso de tropeço, o Brasil de Pelotas terá de torcer por uma combinação de resultados na última rodada, mesmo sem entrar em campo. Apenas dois clubes por grupo avançam às semifinais. Apenas dois subirão para a elite gaúcha.
Apesar de a situação ainda ser pra lá de delicada, os Xavantes só dependem das próprias pernas para avançar. Isso só é possível devido ao camisa 10, Athos. O meia carioca, hoje, é o que a torcida tem de mais próximo de um ídolo. No último sábado, marcou os três gols da vitória por 3 a 1 sobre o União Frederiquense e levou o estádio Bento Freitas abaixo.
- O Brasil de Pelotas teve toda uma situação. Havia um grande ídolo, que infelizmente faleceu. A torcida está necessitando de alguém. Graças a Deus tenho recebido o carinho dos torcedores nos jogos, nas ruas. Nos treinos, as crianças querem falar comigo. Isso tudo é muito legal. Nunca tinha passado por isso. Estou muito bem no clube, e minha família está adaptada à cidade. É uma torcida maravilhosa, que não merece tudo o que vem passando - disse o novo candidato a ídolo xavante.
Athos chora ao marcar seu terceiro gol no sábado. Brasil mais perto de volta à elite (Foto: Divulgação/Site Oficial)O péssimo desempenho dos últimos anos nos gramados também trouxe sérias consequências nas finanças do clube. Patrocinadores, sem interesse na Segunda Divisão, pagam menos. Sem dinheiro, os poucos destaques da equipe foram embora.
- É óbvio que a arrecadação na Série B é bem menor. Não recebemos as cotas de TV, e os patrocinadores têm um interesse menor. Não falo em valores, mas hoje arrecadamos mais ou menos 30% do que arrecadaríamos na Primeira Divisão – lamentou o presidente do clube, André Araújo.
A busca por um patrocinador forte, aliás, é o principal objetivo neste momento. No dia 7 de setembro, o Brasil de Pelotas completa 100 anos e quer presentear sua torcida com o acesso à Segunda Divisão nacional. Na Série C deste ano, o time está no Grupo D ao lado de Caxias, Chapecoense, Joinville e Santo André. O primeiro reforço para a competição já foi anunciado. Marcos Denner, ex-Flamengo, acertou nesta semana. O jogador não poderá disputar a reta final da Série B gaúcha.
- Estamos buscando um patrocínio. Queremos estar entre as 40 melhores equipes do Brasil em 2012 – revela o dirigente.
Sem dinheiro para contratar nomes de peso, o Brasil de Pelotas conta com o apoio da torcida. No início do ano, a associação “Cresce Xavante”, formada somente por torcedores, recebeu como doação de uma empresa de transportes do Rio Grande do Sul um ônibus. O veículo foi doado ao clube no início da disputa da Segunda Divisão. A associação também ajudou a diretoria e fazer melhorias no estádio Bento Freitas.
- É claro que o interesse da torcida com o Brasil na Segunda Divisão é menor. Mas temos uma boa média de público nos jogos em casa (aproximadamente dois mil torcedores por jogo). Essa é uma característica da nossa torcida, sempre fiel e apaixonada - destacou André Araújo.
Ano para ser esquecido
Goleiro Danrlei encerrou a carreira pouco tempoapós a tragédia (Foto: Click RBS)
- Fiquei sabendo que logo o primeiro clube procurado vetara a ideia. Então tivemos de jogar, mas também em função da assistência que teríamos de dar às famílias e feridos. Sem jogos, não teríamos patrocinadores e dinheiro para arcar com as despesas - recordou o dirigente.
Então, 19 dias depois do acidente, lá estava novamente o time do Brasil de Pelotas em campo, contra o Santa Cruz - o mesmo adversário da noite da tragédia. Desta vez, porém, era uma equipe abatida e desfigurada. E foi esse o panorama ao longo da competição, que culminou com o inevitável rebaixamento.
- Só quem esteve lá pode saber o que foi o pós-tragédia. A gente ainda teve que jogar de dois em dois dias, já que começamos o campeonato com uma semana de atraso em relação aos outros. Na primeira fase a gente não treinou, só jogava e sem estar 100%. Acredito que uns 40% dos atletas se machucaram no acidente. Cada partida que a gente fazia tinha uns três jogadores novos, que não conhecíamos, não sabíamos o nome... E no jogo seguinte já seriam titulares. Na hora você ficava sabendo “esse é o lateral, aquele é o centroavante” - relatou Danrlei, que chegou a participar de algumas partidas, mas logo depois resolveu encerrar a carreira e só fez um jogo de despedida pelo Grêmio, no final daquele ano.
- Joguei quatro, cinco jogos, mas acabei sofrendo logo depois uma lesão. Quando caiu a ficha de tudo o que aconteceu, decidi que não queria mais jogar futebol. Não tinha condições físicas e técnicas para isso.
Anos dourados
Mas se hoje os tempos de glória são escassos para o Brasil de Pelotas, o time já teve seus dias de sucesso. Na década de 80, incomodou os grandes Brasil afora. O ápice daquela geração aconteceu em 1985. Naquele ano, o clube gaúcho derrubou gigantes e terminou o Campeonato Brasileiro na terceira colocação. Pelo caminho, deixou times como o Flamengo de Zico que, comandado por Zagallo, tinha ainda Leandro, Mozer, Andrade, Bebeto, Adílio, entre outros (veja os gols no vídeo acima).
- O lance do meu gol foi muito estranho. O Filol (goleiro argentino do Flamengo) saiu jogando errado, o Mozer recuou de cabeça e ele furou. Quando vi, estava na cara do gol e sem goleiro. Não acreditei... Colocamos na cabeça que era possível. Ninguém acreditava. O Flamengo era um time quase imbatível. Foi o maior jogo da minha carreira. Marcou muito, nos colocou no cenário nacional. O jogo passou para todo o Brasil e tive a felicidade de marcar o primeiro gol - recorda o atacante Bira, vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro daquele ano, com 16 gols.
É uma torcida apaixonada e que torce só para o Xavante mesmo, não para Grêmio ou Inter. Aos poucos o clube vai se reerguendo com a ajuda dessa massa"
Felipão, ex-técnico do Brasil de Pelotas
- Não tínhamos nada a ver com o campeonato, mas nos tornamos grandes naquele ano. Parou toda a cidade, que realmente se mobilizou. O time foi formado em 1983 pelo Felipão, quando fomos vice-campeões gaúchos. No ano seguinte ele foi para os Emirados Árabes e entregou ao Valmir Loruz, que deu continuidade ao trabalho e realizou aquela campanha maravilhosa. Naquele momento, éramos grandes no Brasil.
Hoje no Palmeiras, Luiz Felipe Scolari lembra com carinho da passagem pelo Brasil de Pelotas.
- Foi um dos meus primeiros clubes como técnico, e fizemos um belo trabalho. Tenho muito carinho pelo pessoal de lá. É um clube forte, com uma torcida apaixonada e que torce só para o Xavante mesmo, não para Grêmio ou Inter. Aos poucos o clube vai se reerguendo com a ajuda dessa massa.
Outro treinador famoso que passou pelo Brasil de Pelotas foi Mano Menezes. O clube foi o segundo da carreira do atual técnico da Seleção Brasileira. A rápida passagem aconteceu em 2002.
Milar, um caso à parte
Milar: ídolo em vida e lenda após a morte (Divulgação )Identificado com a torcida, Milar costumava comemorar seus gols imitando um índio xavante com um arco e flecha. Constantemente, subia nos alambrados para celebrar seus tentos e triunfos com os torcedores. Essas atitudes o levaram a virar um mito na cidade. Tanto que tinha planos que envolviam sua permanência para quando encerrasse a carreira com a camisa do clube.
- Além de um grande jogador, ele era uma grande pessoa. Sempre foi muito identificado com o clube. O Milar falava que jogaria mais dois anos e se tornaria dirigente do clube, talvez presidente. Até hoje temos um sentimento de perda muito grande. Ele representava muito para nossos torcedores, que também representavam muito para ele. Hoje, os jogadores não têm identificação - ressaltou o presidente do Brasil de Pelotas.
Entre idas e vindas, em três passagens pelo Brasil de Pelotas, Milar marcou 109 gols.
* Colaborou Diego Ribeiro
sexta-feira, 10 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Enólogo Jucelio Medeiros dá dicas de vinhos acessíveis
Poucas vezes a gente cruza com quem realmente entende de vinho. A maioria como eu gosta de saborear, especialmente no inverno, mas é um livre "atirador" de gôndolas. Pois dia desses cruzei com um cara gente boa que conhece muito. O Enólogo Jucelio Kulmann de Medeiros é Chefe da Unidade Especial de Viticultura e Enologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense Campus Pelotas - Visconde da Graça. Pedi para ele mandar dicas de vinhos bons e acessíveis. Mas não é que o cara me mandou mesmo. Posto aí abaixo a mensagem dele. Abraço a todos e boa degustação!Caro Paulo Otávio,
Não sem atraso, mas enfim, eis algumas dicas de vinho!
Pizzato Concentus 2004: excelente vinho de corte, base de Merlot, variedade de reconhecida qualidade nesta vinícola.
Espumante branco brut Gran Legado: elaborado na antiga Forestier, este espumante revelou-se uma pérola com mais tempo de amadurecimento, e merece muito uma almoço a base de frutos do mar na praia!
Aurora Millésime 2004 ou 2005: Por incrível que pareça, a gigante Aurora também tem espaço para vinhos de qualidade. grande vinho tinto em qualquer destas grandes safras. Experimenta também o Aurora Brut 100% Pinot Noir e o Brut branco, que se encontram em todo o Brasil.
Miolo Lote 43: grande vinho de corte, elaborado nas melhores safras. Bem estruturado, mas já excelente para ser degustado.
Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas: Excelente vinho elaborado a partir de variedades de uvas de origem portuguesa. Delicioso, encorpado, aveludado.
RAR Cabernet Sauvignon/Merlot: Excelente corte de uvas cultivadas em Muitos Capões. Perfeito para os dias frios de inverno, em volta da lareira.
Salton Virtude: 100% Chardonnay, este vinho amadurece em carvalho, revelando-se longo e rico. Excelente para quem gosta de vinho branco estruturado, a exemplo de Chardonnays californianos.
Casa Valduga Espumante 100 Anos: grande espumante do vale dos vinhedos, riquíssimo em boca, pleno, estruturado. Da mesma empresa, semelhante, mas muito mais barato está o Casa Valduga Brut. Umas das maravilhas que temos mais semelhantes a Champagne.
Cordilheira de Santanna Chardonnay: um pouco mais leve que o Virtude, mas igualmente rico, com certo tempo de garrafa. Revela-se muito rico e agradável O Tannat, por sua vez, muito austero, mas excelente.
Tem muito mais ainda, mas tenho que lembrar aos poucos!
Quando precisar de mais dicas, peça!
Um abraço!
Enólogo Jucelio Kulmann de Medeiros
Chefe da Unidade Especial de Viticultura e Enologia
MSN: juceliokmedeiros@hotmail.com
Chefe da Unidade Especial de Viticultura e Enologia
MSN: juceliokmedeiros@hotmail.com
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense
Campus Pelotas - Visconde da GraçaAv. Eng. Ildefonso Simões Lopes, 2791
Bairro Arco-Íris
CEP 96060-290
Pelotas - RS