quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Somos tratados como gado

Dois dias antes do Natal fui ao supermercado BIG, aqui em Pelotas. Após escolher alguns Dvds para dar de presente a amigos, deparei-me com fila "quilométrica". Até aí me pareceu razoável. Antevéspera de Natal, as filas sempre aumentam. Mas o que chamou a atenção foi o número de caixas sem operador. Dei-me ao trabalho de contar. Eram dez. De um universo de vinte e poucas. Quase 50% dos caixas "às moscas". O BIG estava na dele e não se poderia esperar outra coisa (ou se deveria?). E o que dizer de nós, consumidores, inertes, caminhando em passos de tartaruga, aguardando passivamente a sua vez em filas que não tinham fim. Parecíamos gado pronto para o abate. Os profissionais dos caixas trabalhando a exaustão, fazendo contas e, ao mesmo tempo, empacotando ceias natalinas e presentes de todos os tamanhos. O espetáculo, para mim, deprimente. Minha indignação transformou-se em ação. Desisti das compras e fui até o balcão de informações-onde as pessoas se acotovelavam-e solicitei a presença do gerente:
Vinte minutos mais tarde, chegou o representante da empresa. Minha intenção era de reclamar fortemente, mas diminuí o ímpeto quando percebi que o funcionário destacado, na verdade, estava defendendo o seu quinhão e era apenas o "testa de ferro", contratado para dar a cara para bater.
- Convido o senhor a conhecer a sua loja - ironizei.
Não falei nada mais e seguimos a passos largos. Quando cheguei aos caixas, acelerei o ritmo da caminhada e comecei a contar os caixas vazios, em voz alta, para todos ouvirem.
- O que o senhor tem a me dizer sobre este absurdo?
- Não podemos contratar mais gente. Só podemos por três meses...
- E por qual razão não contrataram? A empresa iria à falência se fizessem isso? Quem decide sobre isso?
- Temos uma direção... O senhor pode ficar tranquilo que irei providenciar novos atendentes agora...

Não permaneci no local para saber se realmente colocaram mais operadores de caixa. Acredito que sim. Mas saí do local mais desmotivado com a inércia e incapacidade de indignação das pessoas que se submetem a situações aviltantes como esperar por duas horas em filas intermináveis. Isso também acontece nos bancos e nas paradas de ônibus.

A verdade é que estamos cada vez mais submissos a monopólios. Da cerveja ao supermercado. Uma mesma empresa produz quase 100% das cervejas. Vivemos um pré-capitalismo. O BIG recebeu benefícios diversos para se instalar em Pelotas. A principal contrapartida seria a criação de empregos. O que aconteceu foi o que qualquer pessoa esclarecida pensou. Fecharam vários pequenos mercadinhos e o grande número de postos de trabalho anunciados e prometidos, se reduziu à meia dúzia.
Somos tratados com indiferença e ainda financiamos a farra das isenções às grandes empresas. Exatamente àquelas que não precisam.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Até quando teremos que conviver com mortes por aquaplanagens "dona" ECOSUL?

Dois jovens morreram, dia 24, vítima de acidente na BR 116, uma das mais pedagiadas do País. A principal hipótese da PRF é de que houve aquaplanagem. Até quando teremos que conviver com mortes por aquaplanagens "dona" ECOSUL? Em certos locais, a estrada parece uma banheira, de tão gasta pela passagem dos carros. Paga-se mais que o primeiro mundo por um "serviço?" de quinta categoria. Além da buraqueira, não existe acostamento em vários trechos.
Só para lembrar 1
Para aqueles que não dão importância para a política: a ECOSUL recebeu a estrada pronta do Governo Antônio Brito. Ela foi construída com dinheiro público (de todos nós)...
Só para lembrar 2
Este Brasil das maracutais, das propinas, também é dos patrocínios nos meios de comunicação.
Só para lembrar 3
2010 é ano eleitoral...
"Neutralidade" não existe...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sobre o post anterior

Que me perdoem se eu insisto neste tema
Mas não sei fazer poema ou canção
Que fale de outra coisa que não seja o amor
Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos
Que não usam o coração como expressão
Antonio Carlos e Jocafi
Neste final de década, desejo a todos (não necessariamente nesta ordem):
Muita gente bacana ao redor;
músicas maravilhosas como as que vcs encontram aqui: http://www.myspace.com/delicatessenjazz;
que a "terra" lhe seja leve;
livros, muitos livros;
muita risada;
muitos filmes novos e antigos para assistir;
muitos amigos novos e antigos para amar;
viagens! (ah viagem! quanta saudade!)
tempo, muito tempo para viver a vida;
serenidade;
um reencontro;
alguma coisa inusitada ( que vc nunca fez e que teve vontade);
muitas descobertas;
aquilo que eu deveria ter colocado aqui e você lembrou;
e, por fim, muita saúde pra curtir tudo isso!
The End

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


Muita gente que fala o tempo todo contra a corrupção está apenas cuspindo no prato que não conseguiu comer.
Millor Fernandes
http://twitter.com/millorfernandes

domingo, 20 de dezembro de 2009

Sempre tem uma "Cilada" no caminho...

Hoje fiquei sabendo que o programa do Multishow, Cilada, não volta em 2010. Ainda bem que boa parte dos episódios pode-se assistir no youtube. Era um dos poucos programas de TV que assistia(o). Me identificava demais com o personagem. Achei que os últimos sensacionais, com o personagem principal solteiro. Bruno Mazzeo mandou um " Carta aberta para os fãs" aqui http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&id=153&mes=12&ano=2009
Vou ter que parar este post pois estão me chamando. Hoje, domingo, pré-natal, vou fazer o que os últimos anos os pelotenses adoram fazer: ir a Rio Branco, fronteira Uruguaia, fazer compras. Nada mais "Cilada"... Já vooou...

Só por hoje

Por Bruno Mazzeo

Quem primeiro me ofereceu foi a Paula, uma grande amiga dos tempos de colégio. Eu fingi que não entendi. Ou não entendi mesmo, não lembro bem.

Dia após dia cada vez mais amigos se aproximavam de mim querendo que eu entrasse com eles nessa nova onda. Eu comecei a me ver tentado. Pelo menos a experimentar. Poxa, eu não sou um careta. Experimentei até Nova Schin.

Sucumbi. Comecei usando devagar, tateando, tentando descobrir qual era a da viagem. No começo, como toda onda, é aquela euforia: tudo muito lindo, muito divertido, um carnaval de sensações... mó astral...

Acabei fazendo vários amigos surfarem nesta mesma onda. Não que eu possa dizer que passei de usuário a fornecedor, afinal não ganhei um centavo com isso. Só o prazer de ver os amigos curtindo a mesma vibe que eu. Aos poucos fui percebendo que muitos amigos já eram viciados e eu nem sabia. Amigos que eu não via desde o colégio, que eu não sabia se tinham casado, se tinham se dado bem na vida, se estavam vivos... amigos artistas, surfistas, ex-professores, executivos, ricos, caretas, doidões, até mesmo amigos tão antiquados a ponto do maior contato com as “coisas modernas” ser a calça jeans. Amigos que eu nunca imaginei serem capazes de, como eu, ceder a esse vício maldito. Alguns amigos encaretavam pelo meio do caminho. Mas, Suderj informa, outros amigos os substituíam nesse ciclo vicioso.

Fora os “amigos” que fiz nessa viagem. Aspas inevitáveis pois muita gente que eu nunca tinha visto mais gordo se aproveitou das circunstâncias e do meu momento de fragilidade para virar amigo de infância. “Meu nome é Johnny, posso ser seu amigo?” A droga tem dessas coisas.

A viagem parecia sem volta. Ainda mais quando eu fui percebendo que gente próxima a mim também fazia parte desse quase grupo de risco. Minha mulher, minha mãe, alguns irmãos – até mesmo o irmão mais velho, hoje o mais careta, com sua fase de loucuras encerradas na fase hippie dos anos 60 e 70.

Mas...

Toda onda uma hora acaba. E é substituída por outra. Sempre tem uma dança do créu pra substituir a dança da garrafa.

Hoje eu vejo quantas horas de sono perdi. Muitas vezes era a primeira coisa que eu fazia ao chegar em casa, abrindo mão de horas em que podia estar lendo, vendo um filme, brincando com meu filho, namorando minha mulher, escrevendo posts sobre a Siri, enfim, fazendo qualquer coisa de mais útil, ao invés de ficar passeando pelo tênue limite que separa a loucura plena da overdose.

Bad trip. Minha onda já tinha virado espuma. Eu queria largar, mas não é fácil largar um vício. Que o digam os fumantes, os alcoólatras, os jogadores, os apostadores, os punheteiros. Não que aquilo me atrapalhasse, a dosagem já estava controlada, mas simplesmente não me acrescentava. E largar só dependia de mim. Sempre só depende da gente. Eu sei e já sabia.

Não busquei ajuda. Não falei com ninguém sobre meu drama. Lutei sozinho. O exército de um homem só.

E consegui.

Em um click, saí do orkut.

Tô limpo. Há três dias eu não add uma pessoa sequer. Só por hoje.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estatísticas...

Tava aqui pensando: estatística é uma coisa "engraçada". Li, dia desses, que o número de ocorrências policiais dimiuiu em um bairro aqui de Pelotas. Que bom! Agora, ao invés de 40 assaltos mensais, são "apenas" 35. Que maravilha! Agora só temos 35 assaltos! Proponho um brinde!
Há alguns anos, entrevistava um pesquisador importante sobre índices de contaminação com o vírus HIV e ele me dizia naquela época: a estatística aponta maior incidência de contaminação em Santos, porque lá, ao contrário de outros lugares, a doença é pesquisada, registrada e entra para a "estatística". Enquanto isso, noutros lugares não havia pesquisa sobre o tema.
Conclusão: sempre é bom relativizar as estatísticas, sobretudo aquelas com apelo jornalístico. Se a pesquisa não for completa e bem feita e melhor interpretada, podemos ser induzidos a erro interpretativo da realidade.

Com base nisso que escrevi, vejam esta matéria de novembro deste ano, do caderno Donna do Jornal Zero Hora:
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,0,2729754,Porto-Alegre-e-a-cidade-com-maior-incidencia-de-aids-no-pais.html

Leiam o título e a linha de apoio:

Porto Alegre é a cidade com maior incidência de aids no país

Por Capitais, taxa de Porto Alegre é quase o dobro da segunda colocada, Florianópolis

No meio da matéria vem uma das informações mais importantes:

De acordo com Miriam Webber, coordenadora da política de DST e Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, os números de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul sempre foram elevados em relação a outras cidades e Estados, por ter um bom sistema de notificação.

— A Capital é referência de 72 municípios para diagnósticos de média e alta complexidade. Além disso, muitos pacientes da Região Metropolitana buscam os serviços de Porto Alegre para preservar sua condição de soropositividade — afirma Miriam.

Estatísticas...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Carta de Lize Bainy

Lize Bainy, jornalista e "brima" manda mensagem de final de ano:

Foi no Natal de 1897, que uma garotinha de 8 anos chamada Virgínia O`Hanlon Douglas, filha de um médico de Nova York, nos Estados Unidos enviou uma carta para o jornal “The Sun” com a seguinte pergunta: Papai Noel existe ?
O jornal através do editorialista Francis Church respondeu e publicou a carta.
Foi um sucesso tão grande que o “The Sun” a publicou durante anos, sempre na época do Natal, até seu último número em 1949.
Para quem ainda não a conhece hoje ela está aqui.
Bom encantamento a todos!


CARTA DE VIRGÍNIA

Eu tenho 8 anos. Alguns dos meus amiguinhos dizem que Papai Noel não existe. Meu pai sempre diz, “se estiver no ‘Sun’, então existe”. Por favor, diga-me a verdade: Papai Noel existe ?
Virginia O´Hanlon

Resposta:

Virginia, seus amiguinhos estão errados. Eles têm sido afetados pelo ceticismo de uma era marcada pela descrença das pessoas. Eles não acreditam no que não vêem. Eles não acreditam no que suas pequenas mentes não podem entender. Todas as mentes Virginia, são pequenas, não importa se são de crianças ou de adultos.
Neste nosso grande universo, o homem é um mero inseto, uma formiga, quando seu cérebro é comparado com o infinito mundo ao seu redor, ou quando ele é medido pela inteligência capaz de absorver toda a verdade e conhecimento.
Sim, Virginia, existe Papai Noel.
É tão certo que ele exista como existe o amor, a generosidade e a devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância para dar mais beleza e alegria a nossas vidas.
Ah! Como o mundo seria sombrio se Papai Noel não existisse! Seria tão triste como se não existissem Virginias. Não haveria então a fé das crianças, a poesia, nenhum romance que tornasse tolerável a existência. Nós não teríamos nenhuma felicidade, exceto em nossos sentidos. A luz acesa com a qual as crianças enchem o mundo estaria apagada.
Não acreditar em Papai Noel ! É como não acreditar nas fadas. Você poderia fazer seu papai contratar homens para espiar todas as chaminés na véspera de Natal para avistar o Papai Noel, mas ainda que eles não vissem o Papai Noel descendo, o que isso provaria ? Ninguém vê o Papai Noel, mas isso não é sinal de que Papai Noel não existe. As coisas mais reais do mundo são aquelas que nem as crianças, nem os homens, podem ver.
Você alguma vez já viu fadas dançando no gramado? É claro que não, mas isso não é prova de que elas não existem. Ninguém pode conceber ou imaginar todas as maravilhas que não são vistas ou são invisíveis no mundo.

Você pode destruir o chocalho de um bebê e ver aquilo que produz o som dentro dele, porém existe um véu que encobre o mundo invisível, que nem o homem mais forte, nem a soma das forças de todos os homens mais fortes que já viveram até hoje, é capaz de destruir. Somente a fé, a fantasia, a poesia, o amor e o romance podem transpor essa cortina e ver, capturar o cenário paradisíaco de glória e beleza que está além. Tudo isso existe ? Ah, Virginia, nesse mundo não há nada que seja mais real e duradouro.

Dizer que Papai Noel não existe ! Papai Noel existe, e viverá para sempre ! Graças a Deus! Mesmo daqui a mil anos, Virginia – não: mesmo daqui a dez vezes dez mil anos, ele continuará a alegrar o coração da infância.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


A Amazon anunciou que o Kindle, seu leitor eletrônico de livros, bateu recorde de vendas no mês de novembro. O e-reader é o produto mais desejado, o mais enviado como presente e o número um em vendas em todas as categorias, disse a loja on-line.

"Para cada cem livros vendidos fisicamente, nós vendemos 48 livros Kindle", afirmou Cinthia Portugal, porta-voz da Amazon.com. "Nossos clientes nos dizem que leem mais com o Kindle porque nunca precisam se preocupar com livros esgotados."
(FOLHA ONLINE)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma das canções mais lindas de Gilberto Gil!

Jornalista, só com diploma!


Jornalistas brasileiros conseguem mais uma vitória rumo ao restabelecimento da exigência do diploma. A PEC que tramita no Senado acaba de ser aprovada na CCJC do Senado. Senadores Demóstenes Torres (GO) e ACM Neto (BA), ambos do DEM, votaram contra.

Visite Jornalista, só com diploma! em: http://jornalista-so-com-diploma.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O mundo de hoje

"O mundo de hoje é dos positivos. O mundo de hoje é dos que fazem. O mundo de hoje é dos que se comprometem, dos que se envolvem, dos que se "sujam" por uma causa justa. O mundo de hoje é dos que têm uma opinião. Daquele que sabe que o sucesso depende muito mais de si próprio e do seu esforço do que da benevolência dos outros. O mundo de hoje é dos proativos. O mundo de hoje é dos que vão à luta. O mundo de hoje é dos que acreditam. O mundo de hoje é dos que têm disposição para mudar constantemente. O mundo de hoje é dos que têm desejo de aprender, de crescer, de ser mais e melhor. O mundo de hoje, enfim, é dos que têm entusiasmo pelo que fazem e pela vida".
Escrito por Luiz Marins

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Será que a corrupção ocorre somente nos confins de Brasília?

As pessoas se surpreendem quando certos políticos se elegem. Decididamente, a população não sabe votar ou ela não se importa com a prática do candidato. As vezes a " casa cai" para alguns malandros. Será que a corrupção só exite nos confins de Brasília?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Assaltos constantes aterrorizam comunidade acadêmica nos Campi da região do Porto

Quem trabalha ou estuda nos Campi da região do Porto da UFPel não convive somente com a poeira, ruídos e eventuais falta de água. Outro problema está causando pânico na comunidade : os constantes assaltos, inclusive com agressões.
Alunos, professores e técnico-administrativos são as principais vítimas. Relatos impressionantes nos chegam, como o da filha de uma professora do IAD que foi assaltada, na semana passada, às 10h, por um bandido que lhe colocou uma faca no pescoço. No mesmo dia assaltaram um rapaz que saía da FaUrb, à noite. A amiga Rosane Brandão também viveu o drama na pele dias atrás. Numa mesma semana, uma estudante do curso de Teatro Licenciatura foi assaltada duas vezes, ambos na rua Conde de Porto Alegre. No primeiro, às 10h, o bandido levou uma filmadora da universidade. No segundo assalto, a vítima teve que entregar para dois bandidos de moto sua bolsa com dinheiro, documentos, cartões, cadernos, livro, entre outros.

Pergunta da hora

Amar o que se faz! Alguém imagina a Fernanda Montenegro dizendo: - Que saco, hoje tenho que subir ao palco? Waldez Ludwig

sábado, 21 de novembro de 2009

O Gênio

Só um Gênio consegue em uma frase expressar o sentimento de uma legião de torcedores. Assisti bem de perto a derrota do Brasil, aqui de Pelotas, quinta-feira em Porto Alegre, ao lado do meu "irmão-primo" Cícero e de meu sobrinho Mauricio. Daí que já nos primeiros 15 minutos, lembrei de uma frase de um dos maiores cronistas esportivos que o País já 'ouviu-leu' e que já havia postado neste blog:"Como se sabe só o jogador medíocre faz futebol de primeira. O craque, o virtuoso, o estilista prende a bola. Sim, ele cultiva a bola como uma orquídea de luxo." Nelson Rodrigues

Clique aqui embaixo e veja o post de 23 de maio

O Garrincha é o Brasil


Well
, Well, Well, Gabriel
Difícil mesmo foi explicar para o meu filho Gabriel, seis anos, apaixonado por futebol e pelo Brasil, a derrota do Xavante.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Redistribuir a publicidade oficial

Por Altamiro Borges*
Apesar da gritaria, a administração direta e indireta é uma das maiores anunciantes do país. Os gastos publicitários dos governos FHC e Lula oscilaram entre R$ 900 milhões e R$ 1,2 bilhão. O pico de FHC foi em 2001, com R$ 1,114 bilhão em anúncios; em 2008, o governo Lula investiu R$ 1,027 bilhão. Isto sem contabilizar os custos da produção dos comerciais e os gastos com os patrocínios nas áreas de esporte, cultura e outras – que atingiu R$ 918 milhões em 2008. A soma de publicidade e patrocínio injetou quase R$ 2 bilhões na mídia. Na comparação com a iniciativa privada, o maior anunciante em 2008 foi a Casas Bahia, com R$ 3,2 bilhões; o segundo lugar ficou com a Unilever, dona das marcas Kibon, Omo, Dove e Rexona, que gastou R$ 1,75 bilhão.
Quase a totalidade da publicidade oficial engorda os bolsos dos barões da mídia.
O governo Lula nunca teve a coragem para investir em veículos alternativos e estes estão à míngua. Até a revista Carta Capital, que adota uma linha jornalística mais independente, sofre com esta tibieza, como já criticou Mino Carta. A desculpa usada pelo governo é que ele adota critérios mercadológicos, medidos pela audiência e tiragens. Com esta postura aparentemente “neutra”, o governo reforça a monopolização do setor. É urgente redefinir os critérios para a publicidade oficial. Países como a Itália e a França adotam normas legais para incentivar a diversidade e pluralidade informativas, barateando os custos de impressão e garantindo cotas de publicidade para veículos alternativos.

* O jornalista Altamiro Borges, o Miro, acaba de lançar o livro A Ditadura da Mídia (Ed. Anita Garibaldi). O trabalho explica a origem da concentração da mídia brasileira nas mãos de poucas famílias e sua relação umbilical com o poder econômico dominante.

Evento em comemoração aos 134 anos da Biblioteca Pública Pelotense

Recital de Daniel Viglietti / homenagem a Mario Benedetti

Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) e parceiros do ESPAÇO CULTURAL MARIO BENEDETTI na Feira do Livro 2009 ( ver cartaz anexo) , estão convidando para recital do músico uruguaio Daniel Viglietti , neste sábado (14). O recital faz parte das comemorações dos 134 anos da instituição e corresponde também à quinta edição da Mostra de Música Brasil-Uruguai. O espetáculo leva o título de Tributo a Mario Benedetti, autor (uruguaio - falecido em maio deste ano) homenageado da Feira - por indicação da BPP e seus parceiros . Evento com entrada franca e inicio às 19 horas - no Salão Nobre da Bibliotheca.
1875
Sociedade civil criada por um pequeno grupo de republicanos em 14 de novembro de 1875 , a BPP oferece acesso livre, gratuito e universal a um acervo de cerca de 200 mil livros e mais de 60 mil periódicos. Seu prédio sede de estilo eclético foi erguido em etapas entre 1881 e 1915. Em 2007 e 2008 passou pelo primeiro restauro integral e por seus 1340 m2 construidos em pleno centro histórico de Pelotas passam diariamente cerca de 300 pessoas.


Contato
João Alberto D. Santos
Diretor de Comunicação BPP
92417604 ja.ds@terra.com.br
ENILTON GRILL 33052576
americas104.5fm@gmail.com
Coordenação evento 134 anos BPP/ Recital Viglietti

domingo, 8 de novembro de 2009

Quem se habilita?

Como será o laptop do futuro para designers?

Deu na folha online
A empresa Orkin Design mostra, em vídeo, uma opção. Trata-se de um aparelho flexível, com tela de 13 polegadas de OLED sensível ao toque, com o peso de um notebook pequeno. Quando aberto, ele se transforma em tablet, com tela de 17 polegadas que pode servir como monitor. Confiram:

Sony cria TVs em 3D

Deu na folha online

Ao que tudo indica, 2010 é o ano dos produtos que exibem imagens em três dimensões. Panasonic e Sony já anunciaram TVs e diversas outras marcas estão flertando com a tecnologia.

A mesma Sony que diz que suas TVs em 3D chegam ao mercado em 2010 está fazendo esforços de todos os lados pelo sucesso da técnica. A empresa desenvolveu uma espécie de dispositivo cilíndrico onde imagens em três dimensões são exibidas -e não é preciso nenhum óculos desagradável para vê-las. Veja o vídeo publicado pelo blog Boing Boing:


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Feira do Livro de Pelotas




Conversa sobre Letras & Livros com
Damián Gonzalez e Aldyr Garcia Schlee

Homenageado especial da Feira do Livro , o escritor uruguaio Mario Benedetti ( 1920-2009) empresta o nome ao espaço cultural montado na Praça Cel Pedro Osório para centralizar as atividades que lembram sua obra, trajetória de vida e seu país. Coordenado pela Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) e compartilhado com outras cinco entidades, o Espaço Cultural Mario Benedetti tem o apoio de 12 instituições de Pelotas e região e, até dia 15, oferece ao público da Feira intensa programação.
No próximo sábado (7), a partir das 18h30min, no salão térreo da BPP, ele faz uma apresentação e participa de uma conversa sobre o livro premiado, El Increíble Springer( Contos). A conversa será coordenada pelo escritor Aldyr Garcia Schlee, responsável pelo convite ao autor uruguaio. González é professor de literatura e foi editor das revistas literárias Iscariote e La Letra Breve.

O Uruguai de Benedetti
As atividades acontecem no próprio estande e no prédio da BPP. A mostra de imagens O Uruguai de Benedetti abriu a programação, no último dia 30, e permanece no estande até o encerramento da Feira, dia 15. Seleção de imagens captadas ao longo de 12 anos pelo repórter fotográfico Nauro Junior, reproduz cenas e ambientes tipicamente uruguaios, com ênfase nos tipos humanos. Integrante do acervo permanente da Parrillada Mercado del Puerto , do uruguaio Javier Nuñez , a mostra foi cedida especialmente para a homenagem a Benedetti. Autor premiado Ganhador , no Uruguai, da Medalha de Ouro José Morosoli, do XVI Prêmio Nacional de Narrativa de 2008 , o jovem autor ( 29 anos) Damián Gonzalez é o convidado especial do Espaço Mario Benedetti na área da literatura.

domingo, 1 de novembro de 2009

Perguntas e respostas sobre a previdência

São muitas as dúvidas sobre a previdência.O senador Paulo Paim está cobrando a votação de projetos em favor dos idosos que já foram aprovados pelo Senado e estão parados na Câmara dos Deputados.Paim cita três propostas que estão nesta condição na Câmara. Uma delas extingue a aplicação do fator previdenciário no cálculo das aposentadorias, o que, em sua opinião, vai garantir a aposentadoria integral aos idosos. Trata-se do PL 3.299/08. Uma segunda proposição garante às aposentadorias o mesmo índice de reajuste do salário mínimo, e a terceira garante a recomposição das aposentadorias, equiparando-as ao mesmo número de salários mínimos da data de sua concessão.

Escolhemos algumas perguntas e enviamos ao amigo, professor e advogado previdenciário, Marcus Cunha.

- Qual a atual " fórmula" de Aposentadoria?

Marcus Cunha -
Aposentadoria por tempo de contribuição (existe aposentadoria por invalidez e por idade) exige hoje 35 anos de contribuição para homens e 30 anos para mulheres, sem limite de idade. Uma pessoa depois de contribuir 35 anos, homem e 30 anos mulheres, pode se aposentar independente da idade. Uma mulher que começou a trabalhar com 14 anos, depois de 30 anos de contribuição, aos 44 anos de idade poderá se aposentar hoje. Ocorre que no cálculo da aposentadoria será aplicado o Fator Previdenciário que é uma formula que desestimula a aposentadoria das pessoas com pouca idade pois na fórmula quanto menor a idade menor será o valor da aposentadoria. A fórmula leva em consideração a expectativa de vida a idade e o tempo de contribuição. Quanto maior o tempo de contribuição, quanto maior a idade melhor será. Hoje podemos dizer que se quisermos nos aposentar como se não existisse o fator deveríamos trabalhar mais ou menos 7 anos mais. Homens 42 anos e mulheres 37 anos. Assim, é possível driblar a fórmula do fator previdenciário.

-Qual a nova proposta e o que muda em relação a atual?
Marcus Cunha -
O projeto do Senador Paulo Paim propõe o fim do fator previdenciário e os reajustes iguais ao salário mínimo. Vai ao encontro dos aposentados. Seria a melhor modificação possível. Significaria aumentar em até 40% a renda mensal inicial dos benefícios e manter o poder aquisitivo daí para frente reajustando pelo salário mínimo. O projeto do deputado Pepe Vargas, ao contrário, em alguns casos pode até piorar a situação das pessoas mesmo prevendo o fim do fator previdenciário. Ocorre que o projeto do deputado inclui uma idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição o que hoje não é necessário. O homem teria de ter 35 anos e mais uma idade que completasse 95 (60 anos de idade) e as mulheres teriam de completar 85, 30 anos de contribuição mais a idade de 55 anos de idade. Os reajustes não seriam de acordo com o salário mínimo.

- Como ficará a aposentadoria a partir da expectativa de vida?
Marcus Cunha -
A expectativa de vida hoje é importante por ser um dos elementos da fórmula do fator previdenciário, com o fim do fator previdenciário não influenciará mais as aposentadorias. Tanto o projeto de Pepe Vargas quanto o de Paulo Paim propõe o fim do fator e com isso não importará mais a expectativa de vida que hoje é formulada pelo IBGE com o agravante de ser utilizada uma tabela única para homens e mulheres sendo que as mulheres vivem em média 9 (nove) anos mais do que os homens o que acaba sendo ainda mais prejudiciais para os homens.

- Existirão três formas de se aposentar: Fator Previdênciário, fórmula 85 e 95. Como elas funcionarão, se forem aprovadas? O que seria importante saber sobre elas?
Marcus Cunha -
Hoje se alguém quiser se aposentar por tempo de contribuição como se não existisse o fator deveria trabalhar mais 7 (sete) anos mas não tem limite de idade. Isso podemos dizer de forma genérica. Pois dependendo da mudança que ocorrer pode ficar ainda pior. Quem começou a trabalhar aos 16 anos hoje pode trabalhando 35 (H) aos 51 anos aposentar-se e se for mulher aos 46 anos de idade. Caso passe proposta do deputado Pepe Vargas ele só poderá com 60 anos e ela somente aos 55 anos. Eles terão de trabalhar mais 9 anos, em relação ao que existe hoje!

-Tu recomenda aguardar uma definição de como vai ficar o processo de aposentadoria para o trabalhador solicitar a aposentadoria?
Marcus Cunha -
É difícil de dizer. Depende se a pessoa acredita que a reforma pode ser para melhor ou se acredita que pode piorar. Se a pessoa tem pouca idade talvez seja melhor esperar...O certo seria fazer uma simulação para poder avaliar melhor.

sábado, 31 de outubro de 2009

"A noite que não acabou"


Livro conta a história de acidente com a delegação xavante

"A noite que não acabou" será lançado nas feiras do livro de Pelotas e de Porto Alegre

O jornalista Eduardo Cecconi e o fotógrafo Nauro Júnior lançam nas feiras do livro de Pelotas e de Porto Alegre a obra "A noite que não acabou". O livro-reportagem conta a história do acidente ocorrido com a delegação do Grêmio Esportivo Brasil, clube de futebol de Pelotas conhecido como Xavante, no dia 15 de janeiro de 2009.

Oito capítulos estão divididos em 300 páginas, que vão desde os bastidores da trágica viagem, até o final do Campeonato Gaúcho deste ano. Há ainda 16 páginas de fotos. No acidente, morreram os jogadores Claudio Milar e Régis, e o preparador de goleiros Giovani Guimarães.

O escritor Aldyr Garcia Schlee assina o prefácio. O lançamento, da Editora Livraria Mundial, de Pelotas, conta ainda com o projeto gráfico da Nativu Design, e a participação do jornalista Eduardo Lorea na revisão e na edição do texto.

Lançamento na Feira do Livro de Pelotas

Dia 31 de outubro (sábado), às 17h - Bate papo com os autores e às 18h horas sessão de autógrafos, na Praça Coronel Pedro Osório

Lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre

Dia 04 de novembro (quarta-feira), às 17h30min, na Praça da Alfândega

Contatos dos autores
Eduardo Cecconi - eduardo.cecconi@rbsonline.com.br
Nauro Júnior - e-mail: nauro@zerohora.com.br
Contato da Editora Livraria Mundial
Marcos Macedo - tel (53) 3225-2699 / email: contato@livrariamundial.com.br
www.livrariamundial.com.br

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Feira do Livro de Pelotas

BPP na Feira do Livro
Coordenador do MINC na abertura do Espaço Cultural Mario Benedetti

Coordenador de assuntos parlamentares do Ministério da Cultura ( MINC) , o pelotense Paulo Brum Ferreira representa o ministério na programação que , nesta sexta (30), abre a participação da Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) na Feira do Livro. A partir das 16 hs , participa , no prédio da BPP , de um encontro que leva o título de Conversa sobre Legislação e Política Cultural. Ás 19h30min o compromisso é na Praça Cel Pedro Osório, na abertura do Espaço Cultural Mario Benedetti, montado pela BPP e seus parceiros institucionais.

No evento da tarde , no salão térreo da Biblioteca, Brum fala a lideranças e ativistas culturais da região sobre o processo de construção de uma politica nacional de cultura e, em especial, sobre os vários projetos de interesse da área em tramitação no Congresso Nacional. Após o encontro, o representante do MINC participa da abertura do Espaço Cultural Mario Benedetti , na Praça Cel Pedro Osório.
Coordenado pela BPP e com a participação de cinco entidades , o Espaço será o centro da programação cultural paralela voltada para o tema da Feira - cultura dos países do Mercosul - e para o autor homenageado, o uruguaio Mario Benedetti. Falecido em maio deste ano, o romancista, poeta e ensaísta deixou uma obra com mais de 80 títulos e foi também autor de mais de 60 letras para canções.
Assinam a programação do Espaço Benedetti, além da BPP, a Fundação Simon Bolivar (FSB) , o Centro de Integração do Mercosul ( CIM/UFPel), e as entidades representativas dos uruguaios residentes em Pelotas e região: AURPAGRA e Conselho Consultivo/Departamento 20. Participa também, com atividades especificas, a Faculdade de Letras da UFPel. O Espaço conta ainda com o apoio de 12 entidades de Pelotas e região. O ponto alto da programação montada por estas entidades ocorre no dia 14 de novembro, com o espetáculo de música e poesia Tributo a Benedetti. Como convidado especial o cantor e compositor uruguaio Daniel Viglietti , parceiro do autor homenageado em vários trabalhos e dirigente da recém criada Fundação Mario Benedetti, com sede em Montevideo.
Brasilia
Em Brasilia desde meados da década de 80 , Paulo Brum Ferreira foi assessor parlamentar ( Dep. Assis do Couto - PT/PR) e exerceu cargos em vários ministerios. Foi também assessor para assuntos sociais da Presidência da República e , como técnico , participou da montagem de inúmeros projetos e programas , especialmente nas áreas do meio-ambiente e agricultura familiar.
Parceiros institucionais
Organizado pela Bibliotheca Pública Pelotense e Fundação Simon Bolivar , o encontro com o coordenador parlamentar do MINC tem como apoiadores institucionais: Centro de Integração do Mercosul (CIM/UFPEL) , Prefeitura Municipal de São Lourenço , Agência de Desenvolvimento do Turismo na Costa Doce, Associação Caminho Pomerano , Instituto Cultural e Educativo Casa da Imigração , Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Jaguarão e, da mesma cidade, Circulo Operário e Sociedade Independente Cultural .

domingo, 25 de outubro de 2009

Entrevista imperdível! Claudio Tognolli em Pânico

Aguarde até "aparecer" a entrevista em podcast ou copie na sua url: http://virgula.uol.com.br/paniconainterne/podcast/index.php?id=181

Uma contradição chamada Uruguai

Recebemos de Fernandinho Grassi:
Poucas horas antes da eleição uruguaia (também do plebiscito que deve enterrar a lei de impunidade dos torturadores uruguaios) trago texto do Galeano escrito na década de 90 do século passado.
Sorte ao país dos "anarquistas conservadores" !

Uma Contradição Chamada Uruguai
Eduardo Galeano

'"Nós, uruguaios, temos certa tendência a crer que nosso país existe, mas o mundo não sabe. Os grandes meios de comunicação, os que têm influência universal, jamais mencionam esta nação pequenina e perdida no Sul do mapa.
Numa exceção, há alguns meses, a imprensa britânica se ocupou de nós, nas vésperas da visita do príncipe Charles. Então, o prestigiado jornal The Times informou a seus leitores que a lei uruguaia autoriza o marido traído a cortar o nariz da esposa infiel e castrar o amante. O The Times atribuiu à nossa vida conjugal esses maus costumes das tropas coloniais britânicas: agradecemos a gentileza, mas a verdade é que não descemos tão baixo. Este país bárbaro, que aboliu os castigos corporais nas escolas 120 anos antes que a Grã-Bretanha, não é o que parece quando olhado de cima e de longe. Se os jornalistas descessem do avião, poderiam ter algumas surpresas.
Nós, uruguaios, somos pouquinhos, nada mais que 3 milhões. Cabemos todos num só bairro de qualquer das grandes cidades do mundo. Três milhões de anarquistas conservadores: não gostamos que ninguém mande em nós e custa-nos mudar. Quando nos decidimos a mudar, a coisa é séria. Agora sopram no país bons ventos de mudança. Já é hora de deixarmos de ser testemunhas de nossas próprias desgraças. O Uruguai perdeu muito tempo estacionado em sua própria decadência, desde a época em que supunhamos estar na vanguarda de tudo. Os protagonistas se tornaram espectadores. Três milhões de ideólogos políticos, e a política prática em mãos dos politiqueiros que tornaram os direitos dos cidadãos favores do poder; 3 milhões de técnicos de futebol, e o futebol uruguaio vivendo da nostalgia; 3 milhões de críticos de cinema, e o cinema nacional não passou de uma esperança.
O país que vive em perpétua contradição com o país que foi. A jornada de trabalho de oito horas foi imposta por lei, no Uruguai, um ano antes que nos Estados Unidos e quatro anos antes que na França: mas hoje em dia encontrar um trabalho é um milagre, e milagre maior é encher as panelas trabalhando nada mais que oito horas; só Jesus poderia se fosse uruguaio e se fosse capaz de multiplicar os pães e os peixes.
O Uruguai teve lei de divórcio 70 anos antes da Espanha e voto feminino 14 anos antes da França; mas a realidade continua tratando as mulheres pior que os tangos, e elas brilham por sua ausência de poder político, umas poucas ilhas femininas em um mar de machos.
O sistema de poder, um sistema cansado e estéril, não apenas trai sua própria memória, além disso, sobrevive em contradição perpétua com a realidade nacional. O país depende do campo, das vendas de carne, couro, lã e arroz ao exterior, mas o campo está em mãos de poucos. Esses poucos, que pregam as virtudes da família cristã, expulsam os peões que se casam e maltratam a pouquíssima gente que trabalha em suas imensas propriedades livres com a graça de Deus. Os médios e pequenos produtores recebem um peso por cada produto que vale dez, e acabam abandonando a produção para tentar a sorte em Montevidéu. A capital do país, centro do poder burocrático, congrega a metade da população nacional.
Há cada vez mais pessoas que vivem recolhendo lixo; e, no ritmo em que vamos, os produtores rurais caberão todos juntos num estádio de futebol, e vai sobrar espaço. Mas o Uruguai tem mais terra cultivável que o Japão e uma população 40 vezes menor. Aqui, quem quer terra para trabalhar recebe uma porta na cara; e quem consegue alguma terrinha, depende dos créditos que os bancos outorgam sempre a quem tem, jamais a quem necessita.
Em matéria de contradições entre o poder e a realidade, ganhamos os campeonatos mundiais que o futebol nos nega. No mapa, rodeado por seus grandes vizinhos, o Uruguai parece um anão. Nem tanto. Temos cinco vezes mais terra que a Holanda e cinco vezes menos habitantes. Contudo, são muitos os uruguaios que emigram, porque aqui não encontram seu lugar sob o sol. Uma população escassa e envelhecida: poucas crianças nascem, nas ruas se vêem mais cadeiras de rodas que carrinhos de bebês. Quando essas poucas crianças crescem, o país as expulsa. Exportamos jovens. Há uruguaios até no Alasca e no Havaí. Há vinte e tantos anos, a ditadura militar mandou muita gente para o exílio. Em plena democracia, a economia condena ao desterro muito mais gente. A economia é manejada por banqueiros, que praticam o socialismo socializando suas fraudulentas bancarrotas e praticam capitalismo oferecendo um país de serviços. Para entrar pela porta de serviço no mercado mundial, reduzem-nos a um santuário financeiro com sigilo bancário, quatro vacas atrás e vista para o mar. Nesta economia, o povo sobra, por pouco que seja.
Modéstia à parte, deve-se dizer tudo, também por bons motivos mereceríamos figurar no Guinness. Durante a ditadura militar, não houve no Uruguai um só intelectual importante, nem cientista relevante, nem artista representativo, nem um, disposto a aplaudir os mandões. E nos tempos atuais, já na democracia, o Uruguai foi o único país no mundo que derrotou as privatizações em consulta popular, no plebiscito do final de 1992, 72% dos uruguaios decidiram que os serviços públicos essenciais continuarão sendo públicos. A notícia não mereceu uma linha da imprensa mundial, ainda que fosse uma insólita prova de senso comum. A experiência de outros países latino-americanos nos ensina que as privatizações podem engordar as contas privadas de alguns políticos, como ocorreu na Argentina, no Brasil, Chile e México nos últimos dez anos; e as privatizações humilham, a preço de banana, a soberania.
O habitual silêncio dos grandes meios de comunicação evitou qualquer possibilidade mínima de que o plebiscito propagasse seu exemplo para fora das fronteiras. Mas, fronteiras adentro, aquele ato coletivo de afirmação nacional contra a corrente, aquele sacrilégio contra a ditadura universal do dinheiro, anunciou que estava viva a energia de dignidade que o terror militar quis aniquilar.
Valham estas linhas, se de algo valem, como fundamento de voto pelo Encontro Progressista. Oxalá as urnas confirmem, nestas eleições de 31 de outubro, a vocação respondona deste país paradoxal, onde eu nasci e voltaria a nascer."

sábado, 24 de outubro de 2009

Sigo sem tempo...

Cinzas de última sobrevivente do Titanic são jogadas no mar


Deu no terra:
As cinzas de Millvina Dean, última sobrevivente do naufrágio do Titanic, foram jogadas hoje ao mar no porto de Southampton (Inglaterra), de onde zarpou o lendário transatlântico antes do acidente.

Millvina, que morreu em 31 de maio, era apenas um bebê de nove semanas de vida quando o Titanic afundou após colidir com um iceberg no meio do Atlântico, em 15 de abril de 1912. As cinzas foram jogadas pelo companheiro de Millvina Dean, Bruno Nordmanis, que estava junto de amigos e familiares.

Millvina foi uma dos 706 sobreviventes do naufrágio, que deixou 1.517 mortos, entre eles seu pai. A família Dean viajava para os Estados Unidos para recomeçar a vida e abrir uma loja de tabaco. Depois da tragédia, a família voltou a Southampton, onde Millvina passou o resto de sua vida.

sábado, 17 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PEC dos Jornalistas recebe parecer favorável na CCJ

A PEC dos Jornalistas, de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), recebeu parecer favorável do relator, deputado Maurício Rands (PT-PE), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No relatório já entregue à Comissão, Rands entende que a PEC, que estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão, não causa "nenhuma ofensa às clausulas invioláveis do texto constitucional". Ao final do relatório, Rands vota pela aprovação da matéria. "Manifesto meu voto no sentido da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição nº 386, de 2009", conclui. A CCJ deverá votar a PEC dos Jornalistas até a quarta-feira (21). Para ser aprovada, é preciso obter voto favorável de metade mais um dos membros da Comissão, do quórum mínimo exigido que é de 31 integrantes.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Para quem curte Curtas


Descobri este site bem legal. Visite: http://www.portacurtas.com.br/index.asp

Cuidado com o que você coloca no lixo

http://zerofora.blogspot.com/2009/09/os-escritos-secretos-achados-no-lixo-de.html

Gentileza gera gentileza



José Datrino, chamado Profeta Gentileza, (Cafelândia, São Paulo, 11 de abril de 1917 — Mirandópolis, São Paulo, 29 de maio de 1996) tornou-se conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares sob um viaduto no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano", o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou simplesmente "Profeta Gentileza".

Após deixar o local que foi denominado "Paraíso Gentileza", o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".
(Da Wikipédia, a enciclopédia livre)

domingo, 11 de outubro de 2009

Quais as melhores mudanças físicas dos atores para o cinema ?


John Hurt
em O Homem-Elefante (1980)



Eric Stoltz em Marcas do Destino (1985)



Charlize Theron em Monster - Desejo Assassino (2003)



Robert Downey Jr. em Trovão Tropical (2008)




Nicole Kidman em As Horas (2002)



Brad Pitt em O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

Frase do blog do Nando Gross:
- É sempre na adversidade que conhecemos a reação verdadeira das pessoas.

Dossiê revista Veja


Jornalista Luís Nassif lança artilharia pesada contra a revista Veja
http://luis.nassif.googlepages.com/
http://luis.nassif.googlepages.com/
opost-itdemainardi

sábado, 10 de outubro de 2009

Era uma vez...

Acabei de assistir o excelente filme nacional Era uma vez... A exemplo de Cidade de Deus, mostra a loucura que se tornou o Rio de Janeiro. Filme bom para quem gosta de ver obra próxima da realidade, com pinceladas de romance. Faz pensar, sobretudo num momento de euforia pelas Olimpíadas de 2016. Para mim, a violência carioca é um nó cego. O Estado perdeu "a guerra"contra o poder paralelo do tráfico, mas não reconheceu a derrota. O filme me tocou sobretudo pela resistência do protagonista em se manter íntegro, em meio a barbárie. Brilhante atuação do ator Thiago Martins, que mora até hoje em um dos morros do Rio de Janeiro.

Sinopse:

Rio de Janeiro. Dé (Thiago Martins) mora na favela do Cantagalo, em Ipanema.

Filho da empregada doméstica Bernadete (Cyria Coentro) e abandonado pelo pai, Dé viu seu irmão Beto ser assassinado por um traficante e seu outro irmão, Carlão (Rocco Pitanga), ser exilado da favela pelos bandidos.

Decidido a não seguir o caminho do crime, Dé trabalha vendendo cachorro-quente num quiosque da praia.

De lá ele observa Nina (Vitória Frate), filha única de uma família rica que mora na Vieira Souto, rua em frente à praia de Ipanema.

Os dois se conhecem na praia e acabam se apaixonando.

Porém as diferenças entre seus mundos de origem geram diversas críticas e preconceitos velados.






sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Se a moda pega...

Enquanto isso no Blog do Sidney Rezende ...


Juliana Paes volta da Disney e diz que se sentiu criança no parque temático

http://www.sidneyrezende.com/noticia/59460+juliana+paes+volta+da+disney+e+diz+que+se+sentiu+crianca+no+parque+tematico

BM persegue poeta...

Recebi hoje:

Prezados comp@s,

nos dias 02 e 04 de outubro, sofri tentativa de prisão por parte da Brigada Militar/RS, pelo fato de eu ter recitado o poema que escreví (QUANDO MATAM UM SEM TERRA) pelo assassinato do companheiro Elton Brum. no dia 02/10, em Alvorada, região da grande p.alegre. Ocorreu a tentativa de me tirarem do palco, quando me apresentava com o grupo TEATRO MÁGICO/SP.No dia 04/10, participando de um ato-show promovido pelo comitê FORA YEDA, em P.Alegre, no parque Marinha do Brasil, após terminado minha apresentação, uma vez mais, a Brigada Militar, tentou uma vez mais. As tentativas foram sempre veladas. Ou seja, não tem como acusa-los.Porém ha testemunhas q presenciaram todos os fatos. No domingo, tive q sair às pressas, dentro de um carro do Cpers-Sindicato, sendo q fomos perseguidos por uma motocicleta da BM. Na saída de P.Alegre, o comp@ motorista conseguiu despista-lo e fui trazido até minha casa, em Barra do Ribeiro, Região Metropolitana.


Não atiro pelas costas.Canto de frente.

Saludos,

Pedro Munhoz

Dia desses