sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A nossa violência de cada dia...

Onde foi que erramos? Vamos parar tudo e começar tudo de novo. Esse foi o sentimento que tive ao saber que hoje minha prima adolescente caminhava no início da tarde pelo centro de Pelotas e levou um soco na cara para levarem o seu celular. Detalhe: foi uma menina quem praticou esse ato de selvageria.
Hoje,caminhando por três quadras, no horário do meio dia, também no centro, três jovens, bem vestidas, pediam dinheiro para todos que passavam. Em poucos metros, em diferentes pontos. Acho que não dá para colocar somente na conta dos governos esse problema. Circula na internet uma frase que acho que é do Mário Sérgio Cortella que diz: “O MUNDO QUE VAMOS DEIXAR PARA NOSSOS FILHOS, DEPENDE MUITO DOS FILHOS QUE VAMOS DEIXAR PARA O MUNDO”.
Claro que não há uma resposta definitiva para isso. Talvez uma conjunção de fatores, que vão da falta de educação ao sentimento de impunidade, desesperança e desinteresse pelo "jardim de todos" (como diria Rubem Alves).
Mas qual o gatilho na " alma humana" foi disparado, nos últimos tempos, para que a violência emergisse de forma tão avassaladora? Isso não seria o resultado da "glamourização" e banalização da violência? Por que as pessoas estão se drogando e se matando mais? É preciso ter certeza para agir. Sinto que faltam estudos científicos para saber, por exemplo, o real impacto das novas tecnologias e seus conteúdos. O que elas verdadeiramente causam nas pessoas? E qual a nossa responsabilidade sobre o crescimento da violência?
Verdade seja dita: somos capazes de saber e problematizar a contratação do Dunga para a seleção e não estamos encontrando tempo para sairmos dessa enrascada em que nós mesmos nos colocamos. Será que é melhor debitar tudo na conta dos governos e seguir em frente, acreditando que não temos responsabilidade sobre o problema?

Dia desses