Tava aqui pensando: estatística é uma coisa "engraçada". Li, dia desses, que o número de ocorrências policiais dimiuiu em um bairro aqui de Pelotas. Que bom! Agora, ao invés de 40 assaltos mensais, são "apenas" 35. Que maravilha! Agora só temos 35 assaltos! Proponho um brinde!Há alguns anos, entrevistava um pesquisador importante sobre índices de contaminação com o vírus HIV e ele me dizia naquela época: a estatística aponta maior incidência de contaminação em Santos, porque lá, ao contrário de outros lugares, a doença é pesquisada, registrada e entra para a "estatística". Enquanto isso, noutros lugares não havia pesquisa sobre o tema.
Conclusão: sempre é bom relativizar as estatísticas, sobretudo aquelas com apelo jornalístico. Se a pesquisa não for completa e bem feita e melhor interpretada, podemos ser induzidos a erro interpretativo da realidade.
Com base nisso que escrevi, vejam esta matéria de novembro deste ano, do caderno Donna do Jornal Zero Hora:
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,0,2729754,Porto-Alegre-e-a-cidade-com-maior-incidencia-de-aids-no-pais.html
Leiam o título e a linha de apoio:
Porto Alegre é a cidade com maior incidência de aids no país
Por Capitais, taxa de Porto Alegre é quase o dobro da segunda colocada, Florianópolis
No meio da matéria vem uma das informações mais importantes:De acordo com Miriam Webber, coordenadora da política de DST e Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, os números de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul sempre foram elevados em relação a outras cidades e Estados, por ter um bom sistema de notificação.
— A Capital é referência de 72 municípios para diagnósticos de média e alta complexidade. Além disso, muitos pacientes da Região Metropolitana buscam os serviços de Porto Alegre para preservar sua condição de soropositividade — afirma Miriam.
Estatísticas...
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