Acabei de assistir interessante entrevista com Eduardo Marafanti, um dos primeiros brasileiros com leucemia mielóide crônica tratado com um medicamento alvo-molecular e o 1º brasileiro a participar de um estudo clínico para o tratamento desta enfermidade. A entrevista, incrível, foi interrompida por Jô Soares que se emocionou e começou a chorar.Em1999, o executivo Eduardo Marafanti, aos 46 anos, descobriu que desenvolveu uma doença rara: leucemia mielóide crônica (um tipo de câncer de sangue), que ocorre em dois de cada 100 mil habitantes. Não havia tratamento e o médico avisou que ele teria pouco tempo de vida. O primeiro brasileiro a participar como voluntário de estudos clínicos para o desenvolvimento de novos tratamentos nos EUA. Ajudou a fundar a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, que auxilia portadores da doença. Marafanti diz que os valores que nortearam sua recuperação podem servir de exemplo para pessoas. “O segredo”, ensina, “é ‘departamentalizar’ os problemas e não se estressar com o que não se pode resolver”.
3 comentários:
Adorei a entrevista ontem, assim como o Jo, me amocionei também.
Bacana ter encontrado algo sobre essa entrevista aqui no teu blog.
Parabens.
bj,
Laurye
Por essas e por outras é que, de fato, se conclui que a humanidade é boa por natureza.. o ser humano fica feliz com felicidade dos outros, torce pelos outros, chora pelos outros. E, sem querer fazer propaganda e já fazendo, aproveito o espaço para informar que a Defensoria Pública do Estado (Instituição a que pertenço), exerce papel social fundamental e semelhante ao que acabou sendo desenvolvido pelo entrevistado em questão. São muitos os medicamentos (em esepcial importados) que acabam entrando na listagem daqueles que devem ser oferecidos gratuigamente pelo SUS, por conta do incansável trabalho desenvolvido. Há muito anos atrás, atendi a mãe de uma menina que possuia uma doença rara (tipo de atrofia muscular) e cujo tratamento (descoberto através de um SBT Repórter) estava sendo testado nos EUA e custava muito, muito caro. Ajuizamos a demanda contra o Poder Público, a menina começou o tratamento e posso dizer que foi uma LUTA INESQUECÍVEL. Não consigo descrever o que senti, após vários meses de liminares, petições, recursoso, bloqueios judiciais, enfim, para garantir a continuidade do seu tratamento, quando a menina (que não conseguia mais levantar, mexer-se ou comer), linda, entrou CAMINHANDO e SORRINDO em minha sala para me entregar flores e um cartão. Acho que nunca chorei tanto na minha vida. Como disse, o ser humano é feliz assim...
Fernanda Miller da Cunha Almeida.
Emocionante
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