segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Do blog do Washington Olivetto

Como todo e qualquer publicitário do planeta tido como bom, eu também escrevi alguns filmes ruins no início da minha carreira. E não só no início da minha carreira: continuo escrevendo alguns filmes ruins até hoje. Isso faz parte da minha atividade, na qual grandes acertos só acontecem com profissionais dispostos a correr grandes riscos. E correr grandes riscos significa também aumentar a possibilidade de cometer grandes erros. O fato não representa nenhum problema: a aventura pode ser louca se o aventureiro for lúcido.

A única diferença de quando eu tinha 18 anos de idade para os dias de hoje é que um filme ruim escrito por mim naquela época não chamava a atenção de ninguém. Mas hoje chama, até porque não corresponde à expectativa que as pessoas (e eu próprio) têm de mim.
Eleger e destacar apenas um filme ruim de minha autoria é praticamente impossível, porque, pra mim, todo filme ruim é igualmente ruim. E todo filme médio é também ruim.

A eleição e o destaque através da mídia de um só, além de serem maniqueístas e pouco verdadeiros, representam uma tremenda injustiça para com os outros filmes igualmente ruins.

Prefiro, em vez de mandar um filme, mandar este depoimento. Espero que ele sirva como tema de análise e reflexão sobre a atividade de criador de publicidade.


Washington Olivetto

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