
Quando era criança, eu tinha um toca-discos e dois ou três discos. Dois compactos: Bamby e Gita, de Raul Seixas. O disco com a historinha eu lembro que foi presente de minha madrinha, Tia Iva. Sou capaz de dizer as falas dos personagens até hoje de tanto que ouvia. Só não me pergunte quem foi que me presenteou Gita. Só lembro que ouvia por horas. Manhã e tarde. Era como ouvir uma história cantada. Aquela música transformou-se em hino na minha infância e, mais tarde, adolescência. Ainda criança, chegou um momento em que comecei a tentar entender o que a música queria dizer. Raul Seixas fez a cabeça de muita gente. Ou melhor, deu um nó na cabeça de muita gente! Viva Raul!
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