das principais heranças que um pai pode deixar para seu filho
Tenho uma coleção de DVDs. Iniciei-a um pouco antes de saber da notícia de que meu filho Gabriel, hoje com 5 anos, estava a caminho. De lá para cá, por mais absurdo que possa parecer, todos os DVDs que compro, penso nele e na possibilidade de assisti-lo em sua companhia. São aproximadamente 500, todos originais de fábrica. Quando tinha dois anos de idade, ele adorou o impagável " Convidado bem trapalhão". Assistimos umas três vezes, " Cinema Paradiso". Mas não vejo a hora e o dia em que ele terá idade para degustar comigo obras de François Truffaut, Fellini e, claro, outras com menos conteúdo. Até o momento, ele adora Chaplim, Três Patetas e o que a indústria Disney-Pixar nos brindou. Claro que ele curte também Harry Potter e aqueles que dão na TV por assinatura.
Nos últimos anos desacelerei nas aquisições, pois eu já adquiri todos aqueles filmes que me fizeram a cabeça e o "espírito" no Cine Rei, Tabajara, Pelotense e outros, aqui em Pelotas. Acredito que o gosto pela leitura, por cinema, música, esporte é uma das principais heranças que um pai pode deixar para o seu filho.
Clube do Filme
Pois agora recém lançaram o livro Clube do Filme, de David Gilmou. O livro conta a história de um pai que ajudou o filho adolescente a reinventar-se com filmes. Relato afetuoso de um longo processo de adeus entre pai e filho (em nome da autonomia do filho), conforme crítica na Folha, e contracorrente total do pensamento pedagógico convencional. Tem a ver com nossa conversa sobre a escolha da escola também.Resumo do livro
São tempos difíceis para David Gilmour - sem trabalho fixo, com o dinheiro curto e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. Diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o pai faz uma oferta fora dos padrões - o garoto poderia sair da escola - e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel - desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está ‘perdido’, pai e filho formaram o clube do filme. Semana a semana, lado a lado, viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema.
Um comentário:
CHOREI com teu blog ontem!
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