A frase acima sintetiza o que acredito. Pai é mais que amigo. É responsável por unir afeto e limite. Essa história de pai amigão é muito bacana. Eu mesmo tenho uma excelente relação com meu filho, quase de amigo. Mas sempre deixo claro que sou mais que isso. Se você, que é pai, não disser “não” ao seu filho, muitas vezes por comodidade, tenha a certeza que a vida vai dizer. E aí você pode ser chamado a uma delegacia ou hospital, pois seu filho estará, tardiamente, recebendo o não que deveria ter recebido em casa. Quem é pai sabe que educar não é tarefa fácil. É preciso saber o momento e o local certo de dizer não. Mas é preciso dizê-lo! Isso não é receita de bolo e cada um precisa encontrar a sua forma. È verdade que pode-se fazer tudo como manda “o figurino” e , ainda assim, seu filho no futuro se envolver com o lado escuro da vida. Eu, particularmente, estou convencido de que educa-se muito mais pelo exemplo do que pelo discurso.
Em tempo: Sexta-feira passei o dia em Porto Alegre, feliz por estar fazendo o que gosto. Quando cheguei em casa, recebi um abraço afetuoso do meu filho, que me disse:
- Pai, senti saudades... E ficou horas me contando como tinha sido o seu dia. Essa, sem dúvida, é a melhor parte. Mas sei que não é a única.
Um comentário:
Muito bom o texto Paulo. Pena que nem todos os pais saibam dizer não para os seus filhos. Cláudia
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