
Era 1978 e precisava escolher um livro para apresentá-lo aos colegas de aula. Além do “problema em si”, minha maior dificuldade, no fundo, era encontrar alguma obra que me desse motivação para a leitura. Optei por um livro de crônicas O Rei do Rock- que já havia lido - do grande Luis Fernando Veríssimo. Praticamente decorei uma das crônicas do livreto: “Futebol de Rua” (que postei aqui embaixo). Ela é uma das mais sensacionais do autor. Nada como uma boa crônica do Veríssimo para estimular um adolescente à

prática da leitura! E pensar que nunca um professor me deu esta dica: ler o que se gosta, o que dá prazer, para gradativamente “saborear outros temperos” literários. Livros são como alimento. Alguns são de fácil digestão, outros não. Todos têm sabores e cheiros característicos. Quando nascemos, começamos com a papinha e vamos experimentando novos sabores até o fim da vida.
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