
O comportamento de certos jornalistas me faz lembrar o filme A Montanha dos Sete Abutres do diretor Billy Wilder, ganhador do Oscar em 1952. No filme, Kirk Douglas interpreta um repórter que encontra um homem preso numa mina. Ele vislumbra a possibilidade de se tornar famoso prolongando a permanência do mineiro gravemente ferido dentro dos escombros. O repórter passa a filtrar as informações, criando uma realidade na intensidade de seus interesses, dos jornais contratantes e do prefeito da cidade. Os outros repórteres passam a comer na sua mão. Cria através de seus textos uma comoção nacional tamanha que a isolada cidade onde está localizada a mina passa a receber turistas de todos os lados.
Todos querem conhecer a montanha, onde o mineiro está. Até um parque de diversões resolve se instalar no local. Enquanto o mineiro agoniza a caminho da morte, Douglas torna-se correspondente de um grande jornal.
Todos querem conhecer a montanha, onde o mineiro está. Até um parque de diversões resolve se instalar no local. Enquanto o mineiro agoniza a caminho da morte, Douglas torna-se correspondente de um grande jornal.
Por aqui:
notoriedade e poder...

Aqui em Pelotas temos assistido a busca desenfreada de certos jornalistas por notoriedade e poder. É uma pena que não exista antídoto contra maus profissionais. Eles "abundam" no mercado de trabalho e fora dele! Com a profusão de blogs e similares, ocupam "latifundio improdutivo" do ciberespaço. Interpretam e filtram informações de acordo com os seus interesses. Este, na minha opinião, é o calcanhar de aquiles dos blogs. Não adianta mascarar, blog é um recurso de comunicação essencialmente opinativo. Ali está, na verdade, a opinião de seu dono. Ele tem o poder, inclusive, de moderar as " colaborações" de seus leitores.
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